Será que seu obstetra e você querem o mesmo tipo de parto?


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As gestantes se informam em relação aos tipos de parto, se interessam saber sobre o trabalho das Doulas, outras se preparam para um parto natural, e, sabemos que 70% das brasileiras desejam um parto normal no início da gravidez, segundo estudo da Fiocruz, MAS em muitas situações são surpreendidas por uma cesárea desnecessária. Para evitar que você também seja vítima de uma cesárea com esse perfil, reunimos alguns pontos importantes e dicas que ajudarão a distinguir quando realmente uma cesárea será necessária.

Carla Capuano, consultora de parto e pós-parto e idealizadora  da Casita, entrevistou as Obstetras Andréa Rebello e Desirée Encinas, que compõem a equipe de Ginecologia e Obstetricia da Casita.

Andrea, sabemos que é possível identificar se o médico é cesarista através de alguns questionamentos e índices, quais seriam?

  • Solicitar a taxa de cesárea do médico junto ao plano de saúde;
  • Perguntar ao médico sobre o parto desde a primeira consulta;
  • Questionar se ele faz indução do parto;
  • Faça perguntas pegadinha do tipo: “e se passar da hora?” “e se minha pressão subir?” “e se o cordão estiver enrolado no pescoço?” “e se minha bolsa estourar?”;
  • Entregar seu plano de parto e observar a reação dele;
  • Perguntar se ele trabalha com doulas.

Quais são as reais indicações de Cesárea? O que vocês classificam como reais necessidades?

  • Prolapso de cordão – com dilatação não completa;
  • Descolamento prematuro da placenta com feto vivo – fora do período expulsivo;
  • Placenta prévia parcial ou total (total ou centro-parcial);
  • Apresentação córmica (situação transversa) – durante o trabalho de parto (antes pode ser tentada a versão);
  • Ruptura de vaso prévio;
  • Herpes genital com lesão ATIVA no momento em que se inicia o trabalho de parto (em algumas diretrizes, somente se for a primoinfecção herpética).

Desirée, Episiotomia e manobra de Kristeller, são duas situações que podem ocorrer no trabalho de parto? Como saber se são procedimentos realmente necessários?

“Existem alguns procedimentos que não são realizados por profissionais humanizados, episiotomia por exemplo, trata-se de um corte feito na vagina para passagem do bebê, já é certo que esse corte é desnecessário para o nascimento do bebê, o ideal a ser feito é durante a gestação realizar fisioterapia pélvica para ajudar a musculatura perineal, assim, na hora do parto não ocorrerá laceração ou o mínimo de laceração possível, outra intervenção que não é realizada é a manobra de Kristeller, trata-se de empurrar a barriga da mãe na hora do nascimento do bebê, essa manobra pode causar traumas para a mãe e para o bebê também.”

Em relação ao Exame de Toque, a partir de qual momento ele é realmente necessário? É normal no último mês sempre realizar o exame de toque, qual a sua real finalidade?

“Antigamente, se realizava a pelvimetria, uma medida dos ângulos da bacia feita através do toque vaginal para avaliar se a pelve da mulher era favorável ao parto. Hoje em dia, poucos médicos detêm esse conhecimento, que quase não é ensinado nas faculdades e residências. A não ser que seu obstetra saiba realizar a pelvimetria, não há necessidade de exame de toque vaginal durante o pré-natal, devendo o mesmo ser reservado apenas para o trabalho de parto ativo”, afirma Andréa.

Desirée, ainda complementa dizendo que “exame de toque não é feito de rotina, apenas é feito quando a paciente está em trabalho de parto e mesmo assim ele não é feito toda hora.”

A figura da Doula hoje é cada vez mais presente nos hospitais. Qual o papel da Doula em sua equipe de parto?

“A doula é uma acompanhante treinada para dar suporte emocional à gestante, fornecendo palavras de apoio e métodos não farmacológicos para alívio da dor. Além disso, geralmente é a primeira pessoa a compor a equipe, tendo um contato mais prolongado com a mulher desde o início da gestação, e costuma visitá-la em seu domicílio. Isso faz com que ela tenha com a família um contato mais íntimo do que o que o obstetra desenvolve com a gestante em consultório, conhecendo melhor aquela mulher e ajudando o médico a interpretar seus desejos e pedidos na hora do parto. É importante lembrar também que a doula, apesar de muitas vezes criar uma relação de amizade e afeto com aquela família, é uma pessoa neutra e, por vezes, em momentos de grande emoção em que escolhas rápidas se fazem necessárias, consegue se manter emocionalmente imparcial para auxiliar na tomada de decisão”, conclui Andrea.

Segundo Desirée, “estudos mostram que partos onde a Doula participa evoluem melhor e mais rápidos, diminuem a indicação de anestesia e de cesárea e traz a mulher uma avaliação positiva do parto”.

Sabemos que as mulheres às vezes ficam em trabalho de parto durante muitas horas. Como saber se o médico terá essa disponibilidade para acompanhar e se ele realmente será presente nesse momento.

De acordo com Andrea, “uma forma muito eficaz é conversar com outras mulheres cujos partos foram atendidos pelo mesmo obstetra. Nas salas de espera dos consultórios, quase sempre haverá famílias com bebês recém-nascidos ou pacientes que já tiveram gestações anteriores assistidas pela mesma equipe. Converse com elas. Se o médico nunca se atrasa ou desmarca o consultório, é um ponto a se avaliar. Um obstetra que fica à disposição das pacientes para parto normal, invariavelmente em algum momento terá que desmarcar/remarcar as consultas. Os obstetras que atendem parto natural sempre possuem um backup, ou seja, um outro médico que poderá substituí-lo caso ele apresente algum imprevisto, como uma enfermidade ou outro parto ocorrendo ao mesmo tempo. É interessante a gestante passar em uma consulta com o backup para conhecer o profissional e entender se ele segue a mesma linha do seu médico”.

Desirée complementa, “o trabalho de parto muitas vezes dura horas, o médico trabalha por isso com uma equipe, doula e enfermeira obstetra, enfermeira é fundamental para o processo, ela vai na casa da gestante para avaliar batimentos do bebê e dilatação e em conjunto com a médica decide a melhor hora desta gestante ir ao hospital.”

A Equipe de Parto da Casita está alinhada com as diretrizes necessárias para um parto com respeito.

Venha nos conhecer! www.acasita.com.br.

Confira a nossa programação.

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